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Botelho admite CPI; chefe do MPE será convidado a "visitar" AL

17/07/2019

Presidente do Legislativo revela que desejo de alguns deputados é pela abertura da comissão de inquérito

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), admitiu que um grupo de parlamentares quer a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o esquema de interceptações telefônicas ilegais em Mato Grosso.

O principal questionamento dos deputados é em relação à suposta participação de promotores em esquemas de escutas ilegais.

O esquema, conhecido como “Grampolândia Pantaneira”, veio à tona em 2017. Na tarde e noite desta terça-feira (16), novas revelações sobre o esquema foram trazidas pelos coronéis da PM Evandro Lesco (ex-chefe da Casa Militar) e Zaqueu Barbosa (comandante da Polícia Militar).

Botelho, no entanto, pede que os parlamentares aguardem a visita do procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges, à Casa de Leis para possíveis esclarecimentos. “Existe um sentimento de alguns deputados no sentido de se fazer uma CPI. Eu pedi para eles aguardarem, porque vamos pedir a visita do procurador-geral [José Antônio Borges] para ele vir aqui conversar com os deputados, fazer alguns esclarecimentos. Aí nós poderemos tomar uma decisão. A princípio eu pedi para aguardar”, disse o presidente na manhã desta quarta-feira (17).

Sem revelar os nomes dos deputados interessados na abertura da comissão, Botelho se diz “isento” da propositura. “Eu não sou nem contra nem a favor [a abertura da CPI]. Os deputados têm que ouvir. E quem decide isso não é o presidente. A CPI é um instrumento da minoria, porque são necessárias apenas oito assinaturas, e o Regimento Interno não dá poder para o presidente vetar ou não”.

“O Regimento diz o seguinte: se tiver oito assinaturas e o presidente não nomear a comissão dentro de ‘tantos’ dias, ela está automaticamente criada. A única coisa que pedi foi cautela, para não tomarmos decisão baseada em notícias. Por isso que temos que ouvir o procurador-geral. Não tem necessidade de fazer isso de maneira afoita, para depois se arrepender, para não dar em nada”, completou.

O chefe do Ministério Público Estadual, José Antônio Borges ainda será convidado ao Legislativo a pedido da deputada Janaina Riva (MDB), uma das grampeadas no esquema. Ela usou a Tribuna na sessão de terça-feira a noite para pedir esclarecimento do procurador-geral.

Janaina afirma que Borges precisa prestar esclarecimentos acerca do suposto desvio de finalidade e até mesmo a “apropriação fraudulenta” de uma verba secreta do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

fonte:midianews

Grupo de notícia Estado



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