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Confronto deixa feridos e morto em fazenda de Silval e Riva

06/01/2019

A propriedade, que pertence a Silval Barbosa e José Riva, tem histórico de invasões. Sete pessoas baleadas deram entrada no Hospital de Colniza.

Um confronto entre seguranças e trabalhadores rurais deixou, pelo menos, sete homens feridos na manhã deste sábado (5) na Fazenda Agropecuária Bauru (Magali), em Colniza, a 1.065 km de Cuiabá. De acordo com a Polícia Civil, uma pessoa morreu no confronto.

A fazenda pertence ao ex-governador Silval Barbosa e fica a 40 km de Colniza. Ele afirmou em delação premiada que comprou a fazenda em sociedade com o ex-deputado José Geraldo Riva. Riva lamentou o ocorrido e disse que os seguranças foram vítimas de uma emboscada.

Segundo a Polícia Civil, sete pessoas deram entrada no Hospital Municipal de Colniza. Não há informações sobre o estado de saúde de cada uma das vítimas. O corpo da pessoa que morreu ainda está na fazenda.

A propriedade tem histórico de invasões. Em outubro de 2018 cerca de 200 pessoas armadas invadiram a propriedade. Naquela ocasião, o Ministério Público Estadual (MPE) já havia alertado o governo de Mato Grosso sobre risco de conflito armado.

Uma equipe de peritos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politece) deve sair às 11h30 de Cuiabá em uma aeronave do Centro Integrado de Operações Aéreas de Mato Grosso (Ciopaer). A força-tarefa dará apoio a essa ocorrência.

A Delegacia de Polícia de Colniza solicitou reforço da Gerência de Operações Especiais (GOE), da Polícia Civil, Ciopaer, da Secretaria de Segurança Pública, e peritos da Politec de Cuiabá para realizar os trabalhos de local de crime e necropsia.

O Sindicato dos Investigadores da Polícia Judiciária Civil (PJC) tentou impedir que oito investigadores do Grupo de Operações Especiais (GOE) se deslocassem até Colniza (a 1006 km de Cuiabá) para ajudar nas investigações sobre as mortes de trabalhadores rurais sem terra que ocupavam a fazenda Bauru, do ex-deputado José Riva. De acordo com a entidade, os agentes não possuem recursos financeiros para se manterem na viagem, sem condições de bancar alimentação e hospedagem.

A determinação da direção da PJC é que os investigadores fiquem em Colniza até o fim das investigações, sem data prevista para ser concluída. “Enquanto presidente do sindicato não quero deixar os policiais saírem, mas se não forem serão punidos administrativamente. Queremos deixar claro que o servidor público que trabalha tem direito a receber. Direitos não se negociam. O Sindicato não vai conseguir impedir, mas vai recorrer judicialmente sobre todos os danos que o servidor possa ter”, assevera Edileusa Mesquita.

Segundo o Governo de MT, O fornecimento de diárias é feito de modo formal por meio do Sistema de Gestão de Viagens (GV). Todos os que atuarem em missão fora do domicílio receberão os valores devidos em sua conta bancária, assim que forem processados os pedidos de diária, e emitida a Nota de Ordem Bancária - trâmites realizados sempre de forma célere.

A informação inicial dava conta de duas vítimas fatais. O número de feridos, ao invés de cinco, chega a nove, sendo três com gravidade.

Grupo de notícia Estado



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