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Desembargador sobre Selma - Ela tem que dar nomes os bois

15/12/2018

O vice-presidente e corregedor-geral do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/MT), desembargador Pedro Sakamoto, afirmou que é preciso que a senadora eleita, Selma Arruda (PLS), aponte quem foi a pessoa que ela afirma tê-la extorquido para promover resultado favorável no julgamento de sua prestação de contas de campanha. “Eu acho que ela tem que dar nomes aos bois”, disse nesta sexta-feira (14). Sakamoto é o relator de uma ação de investigação no TRE, que apura suposto caixa 2 na campanha de Selma e pode resultar na cassação do mandato conquistado pela juíza aposentada nas eleições de outubro deste ano.

Na noite de quinta-feira (13), durante transmissão ao vivo no Facebook, Selma alegou que foi alvo de tentativa de extorsão com pedido de dinheiro e cargos por 3 vezes em troca de favorecimento na Justiça eleitoral. Ela disse que negou ceder por ser contra a corrupção, mas não disse de quem e nem de onde ou quando partiram as propostas espúrias. Também não informou se chegou a registrar denúncia formal. Ontem, sexta-feira, o TRE informou que o presidente, desembargador Márcio Vidal, pediu ao Ministério Público Federal (MPF) e à Polícia Federal que investiguem a denúncia. Pedro Sakamoto afirma ser favorável à medida. “Ele [MPF] vai ter que ouvir ela pra saber quem é essa pessoa e instaurar um processo criminal contra esta pessoa que está fazendo chantagem contra ela”, disse.

Sakamoto garante que não se sente pressionado por ser relator da ação que apura denúncia de caixa 2 na campanha de Selma, o que pode interferir no julgamento da prestação de contas. “Em hipótese alguma. Não fico nem um pouco constrangido”. “Provavelmente, o Ministério Público vai tomar providências. Eu não sou titular da ação, nem nada. Não me sinto um pingo atingido, até porque isso é corriqueiro. Sou membro da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça e lá a gente vê como é costumeiro réu fazer acusação: ‘Ah, o juiz me pediu tanto pra fazer isso, fazer aquilo’. Isso é normal. A pessoa quer se safar do processo e fala besteira”, complementou. O julgamento das contas de campanha de Selma Arruda está sob relatoria do juiz eleitoral Ulisses Rabaneda. Todos os candidatos passam pelo processo de revisão dos gastos que tiveram no pleito.

Já a ação relatada por Sakamoto foi proposta ainda no período eleitoral pelo então candidato a senador, Sebastião Carlos (Rede). Ele acusou Selma Arruda de realizar gastos ainda na pré-campanha, quando o candidato não pode ter custos com a campanha. Posteriormente, a ação foi reforçada com acusação do também candidato derrotado ao Senado, Carlos Fávaro (PSD), que ficou em 3º lugar.

Grupo de notícia Estado



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