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Em MT, produtores investem em crotalária na segunda safra para aumentar produtividade de soja

21/04/2019

Planta prepara o solo para o cultivo da soja, aumenta a quantidade de nutrientes e reduz a população nematóides.

A soja só começa a ser cultiva em setembro, mas produtores da região sudeste do estado já investem com tratamento do solo, com o objetivo melhorar a produtividade. Para isso, em vez de milho, muitos estão apostando no cultivo da crotalária, que além de proteger o solo, faz o controle de nematóides.

Em uma propriedade rural de Rondonópolis, os proprietários conseguiram melhorar a produtividade de soja, depois de investir no cultivo de crotalária como segunda safra.

De acordo com o gerente Everton Appelt, além de reduzir a população de nematóides, a crotalária, por ter raízes longas, consegue buscar nutrientes na parte mais profunda do solo e trazê-los à superfície, fazendo com que o solo fique mais rico para a semeadura da soja.

Para garantir que a cobertura do solo também seja rica em palha, a fazenda apostou no consórcio entre crotalária e braquiária.

“A crotalária tem pouca palha e, como o objetivo é ter palha para forrar o solo nas áreas mais arenosas, também apostamos na braquiária", complementou Everton.

O acúmulo de palhada beneficia o armazenamento de água e diminuí a temperatura direta no solo. Essa proteção ajuda o produtor a ter melhores resultados na safra de soja.

A espécie de crotalária usada nessa experiência também tem capacidade de fixar o nitrogênio e incorporá-lo mais facilmente ao solo.

Em razão da eficiência da planta, os donos da fazenda reservaram 100 hectares só pra produzir as sementes da crotalária. A expectativa é colher 500 quilos de sementes por hectare. Produção que não deve ser vendida.

"A gente planta para consumo próprio, assim conseguimos reduzir o custo de produção. Por isso, a gente colhe, beneficia e deixa guardado no armazém pra próxima safra", relatou o gerente técnico.

Ainda segundo ele, uma lavoura de soja onde não são feitas rotações de cultura, a estima-se de 15% a 20% menos de produção, no caso da soja.

Grupo de notícia Estado



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