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Folha de Poderes e órgãos alimenta marajás de MT

10/03/2019

O fato de alguns servidores da administração estadual receberem mais de R$ 50 mil de salário, é uma prova de que o serviço público criou e continua mantendo uma casta de marajás. Os supersalários estão na folha de todos os Poderes, nas empresas ligadas à máquina estatal, assim como nos órgãos vinculados, mesmo passados quase 30 anos da campanha nacional de caçada aos marajás e pelo enxugamento do quadro de servidores que levou Fernando Collor à Presidência da República.

Por mais que exista o teto constitucional do serviço público, hoje em R$ 39 mil, remuneração de ministro do Supremo, dezenas de servidores em Mato Grosso ganham muito acima disso. E são tantas incongruências. Quatro décadas depois da divisão territorial do Estado, MT ainda paga aposentados e pensionistas do vizinho Mato Grosso do Sul. Tem mais. Os inativos pela Assembleia Legislativa, alguns com vencimentos que batem os R$ 60 mil, por causa dos tais penduricalhos, com incorporações e progressões, recebem como se tivessem na folha do Executivo.

E, de quebra, apura-se indícios de que muitas estabilidades teriam sido fraudadas.

Sucessivas más gestões do passado vão continuar impactando na folha do funcionalismo por muitos anos. Os salários consomem praticamente quase tudo que se arrecada. A proposta do governador Mauro Mendes de, em defesa do enxugamento, acabar e/ou extinguir empresas e órgãos representa apenas um paliativo para a máquina não parar.

Cortar ao menos pela metade o subsídio dos marajás, nem pensar. Aliás, nem pode. Seria uma briga jurídica fadada ao insucesso. O tal direito adquirido os ampara.

Autor: Romilson Dourado - rdnews

Grupo de notícia Estado



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