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Maggi - A vida é curta - Ele sai da política em 2019

28/12/2018

Após 16 anos de vida pública, senador e ministro decidiu não disputar reeleição

Em cargos de grande importância desde 2002, quando se elegeu governador do Estado, o senador e ministro Blairo Maggi (PP) decidiu não disputar as eleições de 2018 - e anunciar o fim de sua carreira política.

O anúncio foi feito em uma manhã de fevereiro, na sede da AMM (Associação Mato-grossense dos Municípios), que segundo ele foi o mesmo lugar em que anunciou que disputaria o Governo do Estado, em 2002. Antes do anúncio, Blairo aparecia bem nas principais pesquisas eleitorais da época, seja para uma reeleição ao Senado ou para disputar o Executivo.

"Por que tem que ser hoje? Pois entendo que o quadro político de Mato Grosso, embora eu não participe das discussões, meu nome acaba ficando ancorado nesse processo. Percebo que, enquanto eu não tomar decisão, muitas coisas não se definem”, disse Maggi à época.

“Com toda a tranquilidade, achei que é chegada a hora de fazer esse comunicado para dizer que eu, Blairo Maggi, não vou participar do pleito eleitoral em 2018. O que não significa que estou abandonando a política”, afirmou.

Quando decidiu ficar de fora das eleições, Maggi disse que daria apoio apenas para o deputado federal Adilton Sachetti (PRB). Chegou a gravar programa eleitoral pedido voto a Sachetti, mas o apoio não foi suficiente para que o parlamentar conseguisse se eleger senador. Durante a eleição, ele chegou a tirar fotos com o então candidato ao Governo Mauro Mendes (DEM), que saiu vitorioso da eleição.

Esses foram os únicos envolvimentos de Blairo no processo eleitoral em Mato Grosso. Em Brasília, porém, passou por momentos de sufoco quando uma greve de greve dos caminhoneiros estourou no País, em maio, por conta de aumentos nos preços do óleo diesel.

“Há um movimento que tem objetivo de derrubar o Governo, não tenho dúvida disso. Falei com o presidente sobre esse assunto. O Governo precisa tomar uma decisão: ou ele desbloqueia todas essas estradas, faz com que as mercadorias voltem a funcionar, que a economia volte a funcionar, ou então, de fato, não tem como continuar. É mais ou menos assim, desculpe a franqueza. É a desobstrução e a economia voltar ou é o pescoço do presidente que vai rolar”, chegou a dizer.

A paralisação ocorreu entre 21 de maio e 2 de junho e afetou a produção industrial de 14 dos 15 estados investigados pelo IBGE em sua Pesquisa Industrial Mensal. O instituto diculgou que os estados cuja produção sofreu, em maio, o maior impacto, foram Mato Grosso (-24,2%), Paraná (-18,4%), Bahia (15%) e Santa Catarina (-15%). Maggi, porém, disse encerrar o ano com chave de ouro. Em uma publicação em suas redes sociais, em 19 de dezembro, ele afirmou que termina o ano com o aumento nas exportações do agronegócio e a abertura de 78 produtos novos para mais 30 Países.

“Hoje tivemos a última reunião Ministerial com o presidente [Michel] Temer. Tive a honra e alegria, de anunciar que, em 2018, pela 1ª vez na história do Brasil, passamos dos 100 bilhões de dólares em exportações no Agro ou R$ 380 bilhões de reais. Também anunciamos a abertura de 78 produtos novos para mais 30 Países durante nossa passagem pelo Mapa. Fechando com chave de ouro”, afirmou.

Grupo de notícia Estado



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