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Mato Grosso tem transporte, aulas e serviços afetados parcialmente e protestos em cidades

14/06/2019

Em Cuiabá e Várzea Grande, região metropolitana da capital, o transporte público opera em 90%, segundo a Associação Mato-grossense de Transporte Urbano (MTU).

Alguns setores públicos de Mato Grosso foram parcialmente afetados nesta sexta-feira (14). Servidores públicos, professores, rede particular e federal de ensino estão parcialmente paralisados. Eles aderem ao movimento nacional em protesto contra a reforma da Previdência e cortes na educação.

Em Cuiabá e Várzea Grande, região metropolitana da capital, o transporte público opera em 90%, segundo a Associação Mato-grossense de Transporte Urbano (MTU).

Em Primavera do Leste a grave geral não afetou nenhum serviço essencial e somente as escolas estaduais que estão em greve não tiveram aulas, mas neste caso, é pela greve que já dura dias e não pelo movimento paredista. A manifestação aconteceu na Praça Matriz, no Centro da cidade. O Sintep montou uma mesa de café da manhã, para convidar a comunidade a conhecer com detalhes, o motivo da greve. O movimento contou com o apoio de trabalhadores das escolas municipais e também do IFMT. Das 11 instituições estaduais da cidade, três estão fora do movimento e oito mantém os atendimentos parcialmente.

O Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT/MT) determinou a manutenção mínima de 90% da frota de ônibus circulando durante os horários de pico nesta sexta-feira: entre as 6h e 8h, 12h e 14h e 17h e 20h. Nos demais períodos, a circulação deve ficar em 70% do normal.

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) ingressou com liminar após anúncio do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários da Baixada Cuiabana (SINTROBAC), que havia confirmado participação e paralisação de 50% dos ônibus durante o dia. Os serviços de saúde ofertados pelo município devem ser afetados durante o movimento nacional.

O Sindicato dos Profissionais de Enfermagem do Estado de Mato Grosso (Sinpen-MT), protocolou documento na Prefeitura de Cuiabá, informando que a categoria de enfermagem vai paralisar as atividades por um período de doze horas, das 7h às 19h, respeitando a manutenção do quantitativo de 50% dos servidores em todas as unidades de saúde.

O Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (SINASEFE/MT) informou que 16 unidades do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) vão paralisar as atividades.

O Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep) também disse que os servidores paralisaram as atividades. No entanto, os profissionais já estão em greve no estado há 18 dias. Os servidores cobram reajuste salarial de 7,69%, conforme um acordo feito há cinco anos, além de melhores condições de trabalho.

A Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (Adufmat), professores de alguns campi da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e o Sindicato dos servidores do Detran (Sinetran) também paralisaram as atividades ao longo desta sexta-feira.

Em Confresa um grupo de manifestantes, entre estudantes e servidores, fez uma passeata e carreta às 7h em frente a prefeitura. Eles saíram a pé e seguiram em carros e motos até a Escola 29 de Julho, onde participam de uma aula pública. No município também há paralisação na rede estadual, municipal e Correios.

Grupo de notícia Estado



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