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Na Empaer, revolta com comentários do governador MM

14/01/2019

Em uma carta aberta, servidores da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) reclamam da forma como o novo governador Mauro Mendes (DEM) se referiu aos profissionais da autarquia, em entrevistas concedidas desde a posse. Conforme o documento, Mendes usou "tom de deboche" ao mencionar os salários de auxiliar de serviços gerais e de motoristas do órgão.

"Ele diz o seguinte, em tom de deboche: "Lá (Empaer) funcionaria de serviços gerais que serve cafezinho tá ganhando 13 mil; motorista, desses de golzinho ganhando 15 mil e; técnico agrícola ganhando 17 mil", diz trecho da carta.

A Empaer é uma das seis autarquias que o novo governo pretende extinguir, no pacote de medidas que visam reduzir as despesas do funcionalismo público. Em entrevista concedida à Centro América FM na semana passada, Mendes afirmou que existe servidores recebendo "super salários" no estado e citou a Empaer, como justificativa para a extinção. "Tem servidor público que é motorista, de um golzinho, ganhando R$ 15 mil na Empaer. Gente que é serviços gerais, que serve cafezinho, e ganha R$ 13 mil", declarou.

No entanto, segundo os servidores da Empaer, esses salários são pagos aos profissionais que já estão no topo da carreira e fizeram todas as progressões.

"Para se alcançar estes salários não é fácil e nem rápido, é necessário cumprir com o que determina o Plano de Cargos Carreiras e Salários (PCCS)", argumentam.

Os projetos para a extinção das autarquias e de nove secretarias, entre outras medidas que visam cortar despesas, foram entregues pelo Executivo ao Legislativo, na quinta-feira (10), e já estão sendo discutidos na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

Para viabilizar a extinção das entidades, o governo disse que poderá criar um programa de demissão voluntária. Além disso, os servidores de carreira dos órgãos desmembrados serão redistribuídos e remanejados para outros órgãos, por meio de decreto.

As extinções, conforme o governo, não acarretarão na perda dos serviços públicos, uma vez que as funções serão incorporadas pelas secretarias. Além da Empaer, o governo pretende extinguir a Agência de Fomento de Mato Grosso (MT Fomento), Central de Abastecimento (Ceasa), Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat), Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI) e a Agência de Desenvolvimento Metropolitano da Região do Vale do Rio Cuiabá (Agem).

Grupo de notícia Estado



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