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Neri Geller culpou revista Veja

28/11/2018

O deputado federal eleito Neri Geller (PP) revelou que foi preso na “Operação Capitu”, deflagrada no início do mês pela Polícia Federal, baseado em acusação de um delator “pequeno”. Geller foi acusado de receber propina por parte de um diretor da JBS em 2014, período em que ocupou o Ministério da Agricultura, ainda no governo de Dilma Roussef (PT). Segundo o deputado eleito, os grandes delatores da empresa, os irmãos Joesley e Wesley Batista, desconhecem sua participação em esquemas. Geller, que foi ministro da Agricultura entre abril e dezembro de 2014, disse que não teme por nenhuma acusação, pois se considera inocente.

Ele explicou que sua prisão pode ter sido baseada numa imagem divulgada pela Revista Veja, em que aparece ao lado de Florisvaldo Oliveira, apontado como o “Homem da Mala” da JBS. Segundo a reportagem, naquele dia, o diretor da empresa teria levado R$ 250 mil em propina ao então ministro.

Geller, porém, disse desconhecer os motivos de sua prisão, afirmando que não teve conhecimento de toda a acusação. Contudo, ele garante que outros delatores não citaram seu nome. “Dentro da acusação como foi feito eu fui citado por uma das pessoas na delação. Mas os três principais delatores foram categóricos no depoimento deles em citar que não teve nada a ver comigo. E não teve mesmo. No corpo de delação, não há nenhuma acusação ao Neri, nenhuma conversa feita entre eles: Joesley Batista, Ricardo Saad e o doleiro Denilson que não fosse publicada”, colocou.

O progressita coloca ainda que não conhece vários dos envolvidos na operação, apesar que realizou um trabalho intenso ao longo do período em que esteve a frente do Ministério da Agricultura, recebendo diversos representantes dos segmentos agrícolas e empresariais. “Essas pessoas eu não me lembrava de todas elas, como o Florisvaldo que me citou”. O futuro parlamentar lembra que nunca foi convocado para depor sobre a acusação. “Nunca fui chamado para depor, muito menos indiciado. E aí acabou acontecendo isso agora, essa prisão”, lamentou.

No período em que esteve preso, o deputado eleito disse que prestou esclarecimentos à Polícia Federal e se coloca a disposição caso seja necessário contribuir com as investigações. Ele disse estar confiante que, em relação ao seu nome, o caso será arquivado. “Fizeram busca e apreensão na minha residência e no meu estabelecimento comercial e agora vou esperar para ver se eu vou ser indiciado ou não. Porque, a princípio, não tem nada. Particularmente eu acho que não vou ser indiciado, mas tudo que eu quero é que eles investiguem. Ir para dentro do Ministério, porque se eles investigarem vão ver que eu não tenho nada a ver com isso”, afirmou.

Grupo de notícia Estado



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