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Operação Polygonum - Confira os 12 alvos da operação que combate crimes ambientais

17/09/2019

Confira aqui, em 1ª mão, os nomes dos 12 alvos da 6ª fase da Operação Polygonum, deflagrada nesta segunda-feira (16) pela Polícia Civil e pelo Ministério Público Estadual. Os alvos são servidores públicos, engenheiros florestais e fazendeiros.

Ainda não foi confirmado pela Polícia Civil se todos os alvos já foram detidos. Além das 12 prisões, foram decretados 13 mandados de busca e apreensão. A sexta fase da operação, com foco na tipologia de áreas, é resultado das investigações realizadas pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) e o Ministério Publico Estadual, com apoio do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).

Os mandados foram expedidos pela Juíza da Vara Especializada do Crime Organizado, Ana Cristina Silva Mendes. A investigação refere-se a fraudes praticadas por servidores públicos, proprietários rurais e engenheiros florestais, no âmbito da Gestão Florestal, visando a supressão da vegetação nativa, diminuindo a área destinada à Reserva Legal, ao classificar a tipologia da propriedade de área de floresta em área de cerrado, em desconformidade com a lei.

Relatórios de Tipologia elaborados por Engenheiros Florestais, contendo informações falsas acerca do tipo de vegetação existente no imóvel, eram encaminhados à Sema, cujo órgão era responsável por vistoriar a área e confrontar as informações apresentadas no laudo. Ocorre que alguns servidores responsáveis pela vistoria iam a propriedades rurais e validavam as informações falsas, reenquadrando a classificação da fitofisionomia vegetal da propriedade, aumentando a área passível de desmate com diminuição do coeficiente de reserva legal.

As investigações indicam que proprietários de imóveis rurais, através de engenheiro florestal, estariam fraudando o sistema ambiental com relatórios ambientais inidôneos. O imóvel localizado em bioma amazônico, por exemplo, pode ser desmatado em apenas 20%. Contudo, se a tipologia florestal for de Cerrado, o proprietário tem direito a desmatar 65%. Com um relatório falso aprovado pela Sema é possível desmatar mais do que o triplo permitido pelo Código Florestal. Assim, uma fazenda de 10.000 hectares, localizada no bioma amazônico, poderá desmatar 4.500 hectares a mais com o relatório fraudado.

Essas informações ficam registradas no sistema e, com o uso de imagens de satélite e outras ferramentas tecnológicas, podem ser auditadas em qualquer momento, mesmo após os desmatamentos. Peritos do Ministério Público, auxiliados por um pesquisador da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e fiscais do Ibama, vistoriaram 22 propriedades, com indícios de crime em 18. Na operação desta segunda-feira, são 10 propriedades investigadas, onde foram constatadas as fraudes.

VEJA OS ALVOS DE PRISÃO PREVENTIVA

Heverton Neves Rodrigues Moraes – Empresário, sócio da RSM Projetos e Serviços Ambientais Ltda – Em 2015 foi Assessor Técnico III, Nível DGA-6, da Secretaria de Meio Ambiente Ronkky Chael Braga da Silva - Engenheiro Florestal – Coordenador II da Sema-MT Augusto Carvalho Schneider – Engenheiro florestal André Luiz Ferreira de Souza - Proprietário da Mata Verde Projetos e Serviços Pedro Dalla Nora – Produtor rural em Paranatinga Alessandro Pontes Gomes – ex-superintende de Regularização e Monitoramento Ambiental da Sema-MT Carlos Vitor Timo Ribeiro Junior – Engenheiro Florestal – Analista de Meio Ambiente Juelson do Espírito Santo Brandão - Engenheiro Floresta Roberto Correa de Arruda – Engenheiro florestal – Sema-MT Roberto Passos de Oliveira – Engenheiro Florestal – Sema-MT Maurílio Evanildo Vilas Boas – Engenheiro florestal César Farias – Chegou a ser preso em Sinop na operação “Terra a Vista”, em março de 2019

Grupo de notícia Estado



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