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Permínio diz que empresários deram dinheiro para o caixa 2 de campanha de Taques e queriam reaver valores

21/05/2019

Ex-secretário de Educação, Permínio Pinto, disse que ele e outros secretários recebiam propina para participar de esquema de fraude em contratos para obras de escolas estaduais.

Em delação premiada, o ex-secretário estadual de Educação, Permínio Pinto, disse em depoimento que um grupo de empresários deu dinheiro para o caixa dois da campanha de Pedro Taques (PSDB) a governador, em 2014. Ele relatou que o primeiro contato o grupo chefiado pelo empresário Alan Malouf em novembro de 2014, dois meses antes dele assumir o cargo de secretário de Educação. O acordo de colaboração premiada do ex-secretário foi homologado pela Justiça.

Permínio diz, no depoimento, ter ouvido de Alan Malouf que ele próprio coordenou a captação de recursos financeiros junto a grandes empresários mato-grosssenses, alegando compor um grupo de doadores intitulado G5, composto, além do próprio Alan Malouf, por Eraí Maggi, Juliano Bortolotto, Marcelo Malouf e o atual vice-governador do estado, Otaviano Pivetta.

Ele afirmou também que grande parte das doações realizadas para a campanha eleitoral de Pedro Taques foram feitas de forma não oficial, visando o pagamento de dívidas de campanha não contabilizadas. Relatou que conheceu Alan Malouf em dezembro de 2014, pouco antes do início do mandato de Pedro Taques, em uma reunião no buffet que pertence ao empresário.

O ex-secretário declarou que Malouf disse que ele e outros empresários teriam investido uma certa quantia na campanha eleitoral de Pedro Taques e que gostariam, de alguma forma, de reaver esse valor investido. Em 2015, já no cargo de secretário, Permínio ouviu de Malouf que era comum que os secretários de estado buscassem formas de complementar a remuneração e que ele era o responsável por pagar esses valores ilegais.

Segundo o delator, Alan perguntou “que valor seria justo para complementar seu salário, de acordo com sua necessidade?”. Permínio declarou que entendia que era justo receber R$ 30 mil líquidos por mês. O empresário, então, teria dito que outros secretários recebiam propina como acréscimo dos salários, entre eles os secretários Paulo Brustolin, de Fazenda; Júlio Modesto, chefe da Casa Civil, Marcelo Duarte, de Infraestrutura, e Marco Marrafon, que na época era secretário de Planejamento do estado.

Desmembramento

Por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a Operação Rêmora foi desmembrada em duas investigações. Depois do fim do mandato de governador Pedro Taques (PSDB) perdeu o foro privilegiado e o caso a investigação foi enviada de volta a Mato Grosso. O suposto crime de caixa dois é apurado pela Justiça Eleitoral.

O Grupo de Atuação contra o Crime Organizado (Gaeco), ligado ao Ministério Público Estadual, investiga uma possível formação de organização criminosa. As duas instituições podem compartilhar provas e depoimentos. O depoimento dado por ele em 2017 está sob sigilo, por ordem do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Escolas inacabadas

Das 16 escolas que seriam reformadas, 12 estão com obras inacabadas. Uma das escolas era a Arlete Maria da Silva. Como havia suspeita de corrupção, a Justiça mandou parar imediatamente com as obras. Desde então o que sobrou foi uma escola sem quadra poliesportiva e com estrutura inutilizada.

O problema é que as aulas de educação física também fazem parte da grade curricular. No pátio, onde deveria ser espaço só do intervalo, do recreio, os alunos praticam esportes. Atualmente, quatro turmas estudam em salas de aula feitas de madeira, que já estão tortas por causa das infiltrações. Sem isolamento acústico, os alunos reclamam da dificuldade para conseguir se concentrar.

Cinco salas não têm mais janelas, nem telhado, e ninguém sabe quando isso vai mudar.

fonte: G1-MT

Grupo de notícia Estado



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