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Prefeitos de MT se mobilizam para cobrar inclusão de municípios na Reforma da Previdência

08/07/2019

Se permanecer assim, estados e municípios que quiserem alterar as regras dos seus sistemas previdenciários, deverão aprovar legislação em âmbito local.

Os prefeitos mato-grossenses estão se organizando para participar de um movimento pela inclusão dos municípios na Reforma da Previdência. Segundo a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), os prefeitos devem participar de um encontro na Confederação Nacional dos Municípios, em Brasília, nesta terça-feira (9) e quarta-feira (10).

A votação do projeto na Câmara dos Deputados está prevista antes do recesso, marcado para 17 de julho. Além dos prefeitos, a Confederação também está mobilizando os vereadores e demais representantes da administração municipal para sensibilizar os parlamentares, mediante a decisão de excluírem os municípios e estados da reforma do sistema previdenciário.

O objetivo da mobilização, que se estenderá ao Congresso Nacional, é garantir uma mudança na redação aprovada na comissão especial na semana passada. Após três dias seguidos de debate no colegiado, para votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC 06/2019), os deputados contrariaram os apelos de gestores municipais e estaduais de todo o país e aprovaram relatório deixando de fora os 2.108 municípios e 27 estados que possuem Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS).

Se permanecer assim, estados e municípios que quiserem alterar as regras dos seus sistemas previdenciários, deverão aprovar legislação em âmbito local. Além disso, fica proibida a criação de novos RPPS por esses entes, assim como a possibilidade de estabelecimento, por lei, de contribuições extraordinárias para segurar déficits nos regimes próprios existentes.

Se aplicadas as regras da PEC aos 2.108 RPPS municipais, estima-se uma redução de despesa de R$ 41 bilhões em quatro anos e R$ 170 bilhões em 10 anos. O valor pode ser ainda maior nas localidades em que a previdência é totalmente capitalizada.

Neste caso, o déficit atuarial poderá cair em média 41%. Portanto, além da economia direta com as normas, quando promulgadas, os municípios que depois criarem seus regimes podem reduzir suas taxas de contribuição em até 55%.

Para o movimento municipalista, a retirada fere o princípio da isonomia, ao abranger 3.462 municípios que pagam aposentadorias pela regra geral do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) e excluir 2.108 municípios que possuem Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). Consequentemente, ficam comprometidos não só o pagamento das futuras aposentadorias, como também da folha de servidores atuais e a oferta de serviços básicos, como saúde e educação.

O movimento municipalista defende a reforma da previdência e sua ampliação imediata destacando que é fundamental a manutenção dos municípios na proposta de Emenda à Constituição PEC 06/2019, que vem sendo debatida pelos parlamentares. As lideranças já haviam assinado um manifesto, que foi entregue aos parlamentares mostrando a necessidade da manutenção dos municípios no projeto.

fonte: G1-MT

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