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Reuniões, demissões e decretos: veja como foi a primeira semana de MM

06/01/2019

O jantar de comemoração da posse, no dia 1º de janeiro, terminou depois da meia-noite, mas o governador Mauro Mendes (DEM) chegou cedo ao Palácio Paiaguás no primeiro dia útil de sua gestão, no dia 2. Às 7h30, o democrata estava em seu gabinete para iniciar o governo com um culto ecumênico celebrado pelo padre Paulo Ricardo. Ele estava acompanhado da primeira-dama Virgínia Mendes, todos os secretários e os principais auxiliares.

A primeira reunião de Mendes foi com o secretário de Fazenda Rogério Gallo. Isso porque, já nos primeiros dias, precisa entesourar valores para o pagamento dos salários de dezembro dos servidores públicos. Além disso, precisa de caixa para pagar os 13º dos servidores nascidos em novembro e dezembro.

Depois, o governador continuou participando de uma série de reuniões ao longo daquele dia. Deixou o Paiaguás apenas para almoçar em sua casa no Condomínio Alphaville. O democrata decidiu seguir para lá no carro oficial do Governo. Ficou pouco mais de uma hora em sua casa e retornou à sede do Executivo. Isso se repetiu nos dois dias seguintes.

Ainda no primeiro dia, ele assinou um decreto que normatiza o horário de expediente do servidor público do Estado. Conforme o texto, o servidor que desenvolve jornada de trabalho de 40 ou de 30 horas semanais deverá desenvolver a atividade no período compreendido entre às 7h30 e 19h30.

Ele ainda revogou um decreto assinado por seu antecessor, Pedro Taques (PSDB), no final da gestão, que liberava o pagamento de indenizações por férias não gozadas aos servidores públicos da ativa. Na redação dada pelo tucano, ficava suspenso o pagamento de indenização de licença prêmio, cartas de crédito ou valores pagáveis na fila de precatórios judiciais dos servidores. Com esta redação, estava liberado o pagamento das férias. Agora, com a medida de Mendes, passa a ser vedado também o pagamento das férias dos servidores.

No primeiro dia, o governador ainda assinou algumas nomeações. Entre elas, a de José Paulo da Mota Traven e Wanessa Queiroz Pinto para comandarem as Secretarias de Cultura e de Agricultura Familiar, respectivamente. Os dois nomeados irão gerir as pastas durante o mês de janeiro, enquanto os deputados estaduais Allan Kardec e Silvano Amaral continuam em atividade na Assembleia Legislativa. Outro nomeado foi o empresário Alberto Machado, o Beto, para ser o chefe de gabinete do governador.

No segundo dia, Mendes chegou antes das 8h e teve reuniões internas com secretários e com representantes de órgãos. Determinou as primeiras demissões, entre elas a de jornalistas do Gabinete de Comunicação (Gcom) e de outros setores. Da recepcionista a outros cargos mais elevados de DGA, o clima era de insegurança e tensão pela possibilidade de demissão dos comissionados e do remanejamento de efetivos com cargos de gratificação. Em outros setores, seguranças da portaria do Paiaguás também se mostravam apreensivos para decorar o rosto dos novos membros do Executivo.

No período da tarde, Mendes recebeu representantes do Ministério Público Estadual e assinou o ato de nomeação do novo procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges. Além de Borges, estiveram presentes o procurador Mauro Curvo e o promotor Roberto Turin, que é presidente da Associação Mato-grossense do MPE.

Em seguida, fez a primeira reunião com todos os membros de seu secretariado, o vice-governador Otaviano Pivetta (PDT) e a primeira-dama Virginia Mendes para uma análise dos dois primeiros dias de gestão.

O encontro ocorreu no final da tarde e durou três horas e meia. O democrata havia dado dois dias para que seus secretários fizessem uma nova análise de cada Pasta, em cima dos dados já obtidos durante a transição de Governo. Eles apresentaram cada um o resumo do que encontraram e fizeram sugestões. Ao final, Mendes apresentou uma série de diretrizes para a próxima semana de Governo. Ele liberou os secretários, mas permaneceu conversando com Gallo e Mauro Carvalho a respeito do caixa do Executivo. Mendes deixou o Paiaguás quase às 23h e praticamente não havia mais ninguém na sede do Governo.

Já na sexta-feira (04), o democrata chegou por volta de 7h30 da manhã. Se reuniu com uma série de secretários para definir a cúpula da segurança e também para fechar o cronograma de pagamento dos salários. Na parte da tarde, Mendes divulgou, inicialmente, que decidiu escalonar os salários do mês de dezembro a serem pagos em janeiro. Ele também escalonou o pagamento do 13º salário de parte dos servidores, que está atrasado, e mudou a data do benefício referente a 2019.

A reação foi imediata do Fórum Sindical, que já emitiu nota lamentando a decisão e exigindo reunião com o governador. Depois, Mendes divulgou os nomes da Segurança. Ele definiu o coronel Jonildo José de Assis como novo comandante-geral da Policia Militar; Mário Dermeval Aravechia de Resende como o delegado-geral da Polícia Civil; o perito criminal Rubens Sadao Okada para a diretoria da Politec (Perícia Oficial e Identificação Técnica); e o coronel Alessandro Borges Ferreira para comandar o Corpo de Bombeiros. A definição foi feita em conjunto com o secretário de Segurança Alexandre Bustamante. Ainda na sexta-feira, ele recebeu de seus secretários uma lista de pessoas que devem ser cortadas da administração. Os cortes já estão em andamento.

Secretários e pessoas ligadas a Mendes afirmaram à reportagem que ele está imerso no trabalho e buscando entregar os melhores resultados. "Vamos passar janeiro nesse processo de imersão, de ficar para dentro, chegando cedo e saindo tarde, para que as decisões do governador sejam melhores subsidiadas", disse o secretário de Cultura Allan Kardec (PDT).

Grupo de notícia Estado



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